Naive fruit versus frames of mind
(translation to english not possible)- Ninguém sabe ao
certo, onde ou quem provou o primeiro vinho ou pelo menos o resultado de
algumas uvas fermentadas. Mas também não é por isso que aqui está esta
foto. Ela aparece pois que, não existe outro fruto no nosso planeta que
seja tão conhecido por dar origem a tantos e tão variados estados de
“alma”. Apelidado, por vezes e carinhosamente como vinhaça, pomada, néctar
ou pinga (entenda-se “que rico vinho”), o facto é que os resultados da sua
ingestão favorecem quase todos os estados de “espírito” possíveis e
imagináveis. Na mitologia romana, Baco (ou Dionísio) era o deus do vinho
pois, reza a lenda, foi um apaixonado pela cultura da vinha. Se ao mesmo
tempo, também alguém o considera o deus dos excessos, podem até ter sido
as uvas o motivo para tal. Aliás não é à toa que atualmente a palavra bacanal
(do latim Bacchanalia) representa uma certa conotação negativa, pois que
apesar de ser o nome que se dava na Roma antiga aos rituais religiosos em
homenagem a Baco, por ocasião das vindimas, esse cerimonial ou comemoração
frequentado ao início só por mulheres, acabou posteriormente em festas (dionisíacas)
nas ruas e campos, onde entre música e outros delírios, as supostas
bacantes seminuas cometiam desregrados excessos selvagens.
- O vinho, bebido
de forma regular e moderada, é capaz de atenuar o risco de aterosclerose,
aumentar o colesterol bom, prevenir tromboses, diminuir o risco de
problemas cardíacos e até reduzir a progressão de doenças neurológicas
degenerativas, casos de Alzheimer ou Parkinson. Considerado por muitos
como o néctar dos deuses, ele pode gerar um manancial de sensações,
alegria, desprendimento, um prazer para os seis sentidos, um
acompanhamento fantástico para variadíssimos pratos culinários e muitos
mais aceitáveis prazeres.
- Mas nem tudo é um
mar de rosas. Se exagerarmos no seu consumo, então estaremos sujeitos a
uma “camada” de adjetivos e estados lamentosos de alma. Entre eles,
contam-se de seguida, apenas alguns deles a que normalmente se pode ligar alguém
acometido por vulgar ingenuidade:
Bezaina, bebedeira, camoeca, esbórnia, tosga, piela, rosca,
carraspana, pifo, rasganço, pifão, cadela, pileca, prego, cardina, buba,
borracheira, bezana, narsa, narda, manta.
E fica também claro,
que os outros o poderão apelidar de: bêbado, caneco, grogue, pielas,
mocado, grosso, borracho, ressacado, encharcado, esponja, emborrachado,
borracholas, mamado, embriagado, pingado, embriolado, alcoolizado, tocado,
alterado, esquisito, zonzo, tonto, deprimido, passado, “drunk”, em coma
alcoólico ou na melhor das hipóteses, eufórico ou feliz de mais.
Quando esse é o caso,
torna-se evidente que não há qualquer benefício no consumo exagerado, seja de
vinho ou de qualquer outra bebida alcoólica. Antes pelo contrário, poderá até
colocar a sua ou a vida de outros em risco.
- Quer queiramos ou não, o vinho, néctar dos deuses, continua a ser um dos prazeres mais antigos ligado irremediavelmente à história da humanidade.
